Como é ruim sentir dor, trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, pedra no rim a essa eu sei como dói. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de uma praia da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que só vive viajando e nós nem conseguimos nos ver. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos, do gosto da sua boca. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o trabalho e ele para a recém faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi à consulta com o urologista como prometeu. Não saber se ele tem comido biscoito tortinha, se ela tem ido a academia, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a dirigir, se ele continua odiando cigarro, se ela continua preferindo fanta uva, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando e ouvindo o rappa, se ele continua tocando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra a quatro anos, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
X-Men Origins: Wolverine
Ontem fui ver o filme mais aguardado do ano para mim – Wolverine! E a espera tão aguardada valeu muito (MUITO) a pena! Em toda minha vida eu não vi um filme tão foda e tão recheado de efeitos especial de alta categoria. To até pensando em ir segunda-feira ver de novo... por mais que seja um pouquinho estranho, porque acrescentaram algumas coisas como o fato do Dentes de sabre, ser irmão do Wolverine! Mais de repente era e eu não sabia rsrs!
Fora os personagens... para mim o melhor era o Gamit.
Sempre gostei do Gamit mesmo no desenho, mais no filme me fez gostar mais ainda hahahaha. Além do ator - Taylor Kitsch, ser um gato. Deu um ar de mais mulherengo ao Gamit.
Teve um personagem que eu não sabia muito da existencia mais adorei.. o Deadpool, interpretado pelo ator Ryan Reynolds, que ao meu ver é lindíssimo também! hahaha
Tem muita coisa lá que eu queria contar.. mais vou deixar na curiosidade para levá-los ao cinema e assistirem! Eu só sei que sai do cinema vislumbrada da brilhante produção da Marvel, que sempre deixa a gente com gostinho de quero mais! Confesso que fiquei com medo deles não colocarem o ator Hugh Jackman, como o Wolverine, mais como é de lei o papel vai ser sempre dele né.
Que alem do mais está sempre arrazando, alok! :x Ah, na hora que ele cai na cachoeira, que Deus me abanasse na aquela ora! riririri... enfim, x-men origens, é aqueles filmes do tipo que se vê, tirar e colocá-lo de novo para ver! Um filme tão esperado para mim finalmente visto e super aprovado!
Fora os personagens... para mim o melhor era o Gamit.

Sempre gostei do Gamit mesmo no desenho, mais no filme me fez gostar mais ainda hahahaha. Além do ator - Taylor Kitsch, ser um gato. Deu um ar de mais mulherengo ao Gamit.
Teve um personagem que eu não sabia muito da existencia mais adorei.. o Deadpool, interpretado pelo ator Ryan Reynolds, que ao meu ver é lindíssimo também! hahaha
Tem muita coisa lá que eu queria contar.. mais vou deixar na curiosidade para levá-los ao cinema e assistirem! Eu só sei que sai do cinema vislumbrada da brilhante produção da Marvel, que sempre deixa a gente com gostinho de quero mais! Confesso que fiquei com medo deles não colocarem o ator Hugh Jackman, como o Wolverine, mais como é de lei o papel vai ser sempre dele né.
Que alem do mais está sempre arrazando, alok! :x Ah, na hora que ele cai na cachoeira, que Deus me abanasse na aquela ora! riririri... enfim, x-men origens, é aqueles filmes do tipo que se vê, tirar e colocá-lo de novo para ver! Um filme tão esperado para mim finalmente visto e super aprovado!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Hamlet em um domingo até que razoável!
Chove desde cinco da tarde e eu devia estar satisfeita. Não é o que acontece, pois tem uma festa de crianças no prédio ao lado. Torço por domingos com chuva, mais imaginar um bando de criancinhas socadas num salão fechado, tendo pula-pulas ensopados do lado de fora, tudo por minha culpa, estraga meu momento. Não tanto quanto a trilha sonora da festa, que vem violentando meus ouvidos há horas. Então, acho, que estamos empatados. Eu e as criancinhas. Posso me deliciar com a confortante sensação de que não há nada mesmo para fazer nesse domingo chuvoso, e elas estão perdoadas pelo terrível gosto musical.Quites. Todos com as suas devidas razões para estarem levemente aborrecidos com as coisas. No meu caso especifico aborrecimento não é nem o termo, já que sofro dessa síndrome, rara, de detestar finais de semana. Assim, se começo minha ladainha, dificilmente paro antes de enumerar tudo o que há de insuportável nos dias. Eu receio ser tarde demais para evitar o assunto que já usei adjetivos tão definitivos e rabugentos. Não custa, entretanto, antes, tentar me explicar: não, não sou inspirada pelo mal-estar. Jamais me permitiria ao vão masoquismo de cultivar dores para ser criativa. É claro que eu adoraria estar refestelada em alguma canga, enchendo o quengo de caipirinha, sem me importar se a musica que preenche o espaço entre os corpos besuntados de protetor solar é vulgar ou estimula ritmos que balançam pancas e bundas frouxas, sexualizando o que há de menos sensual no mundo. Seria muito mais fácil lidar com meu natural tédio domingueiro, caso conseguisse me agrupar em churrascos, eu sei. Mais se eu seria dessa forma mais ou menos feliz, não sei. Tornar-me um organismo que se adapta tipo o que comemora gols em bares, faria de mim alguém que prefere domingos ensolarados? Seria eu mais feliz se não fosse a que sou virando adepta do coletivo festivo? Haveria menos infelicidade em mim, se eu não percebesse as injurias cometidas ou as traições dos interesseiros, e tudo o que o tempo trás de doloroso? Será que, para escapar da dor, devo logo abraçar a euforia da simples alegria de viver, e sair cantando refrões tolos pela própria felicidade da tolice?
Não, obrigada. Prefiro o tédio total ao conformismo preguiçoso da solução pelo coletivo. Prefiro nunca mais ir a festas do que me embriagar da burrice que alivia. Mil vezes carregar na alma esse vazio, do que molda situações, e pessoas, idiotas, que caibam, por tempo limitado nesse espaço vago. Que todos têm de nascença, ninguém espaça, pois, ora bolas, o que dói mesmo é ser sozinho no mundo, e isso é o que todos somos.
Porque amo tanto meu país, e minha língua, é que me assusto com a capacidade de nos desviarmos do que é premente. Minha alegria escancarada nessas bocas sabe? Alguém mais se incomoda com isso, alem de mim? Heim? É muito triste sentir-se de um espírito-de-porco, em meio a um exercito de contentes.
Por exemplo, essas pessoas que fazem dos seus ciclos de separações e casamentos noticias que impulsionam trabalho. Não pode. A não ser claro, que o seu trabalho seja se casar e se separar. Uma restrição de ordem da estética, não ética. É simplesmente feio ficar anunciando o encontro de almas gêmeas que dura menos que uma novela. Não é legal com aqueles que ainda acreditam nessas máximas românticas. Com os humanos normais que sofrem os términos das relações e se deparam com a facilidade com que nossas celebridades curam suas feridas. Mais uma vez penso: será que só eu reparo nisso? Gente, eu estou ate hoje tentando me recuperar do fim do meu primeiro namoro. E esse povo bronzeado e feliz já esta, pela centésima vez, anunciando ter encontrado o verdadeiro amor na orla da praia! Serio: o problema é comigo? Só eu que não sei jogar frescobol neste país? Só eu estou atordoada por tentar educar crianças honestas numa cultura que premia o oposto?
Enfim, e se me fosse ofertada a chance de não sofrer qualquer dor, aliviando os conflitos que a vida me trouxe, os amores que me largaram e deixaram magoas tatuadas n’ alma e conseqüente solução para o tal buraco que n’alma é feito? Antes de aceitar, hesitaria, como um Hamlet desajeitado? Caso seja através da lamina fria de um punhal o.k, mais se for para ficar anestesiada em meio ao coro dos contentes histéricos, jamais.
É preciso dor para ser feliz sem ser idiota.
Não, obrigada. Prefiro o tédio total ao conformismo preguiçoso da solução pelo coletivo. Prefiro nunca mais ir a festas do que me embriagar da burrice que alivia. Mil vezes carregar na alma esse vazio, do que molda situações, e pessoas, idiotas, que caibam, por tempo limitado nesse espaço vago. Que todos têm de nascença, ninguém espaça, pois, ora bolas, o que dói mesmo é ser sozinho no mundo, e isso é o que todos somos.
Porque amo tanto meu país, e minha língua, é que me assusto com a capacidade de nos desviarmos do que é premente. Minha alegria escancarada nessas bocas sabe? Alguém mais se incomoda com isso, alem de mim? Heim? É muito triste sentir-se de um espírito-de-porco, em meio a um exercito de contentes.
Por exemplo, essas pessoas que fazem dos seus ciclos de separações e casamentos noticias que impulsionam trabalho. Não pode. A não ser claro, que o seu trabalho seja se casar e se separar. Uma restrição de ordem da estética, não ética. É simplesmente feio ficar anunciando o encontro de almas gêmeas que dura menos que uma novela. Não é legal com aqueles que ainda acreditam nessas máximas românticas. Com os humanos normais que sofrem os términos das relações e se deparam com a facilidade com que nossas celebridades curam suas feridas. Mais uma vez penso: será que só eu reparo nisso? Gente, eu estou ate hoje tentando me recuperar do fim do meu primeiro namoro. E esse povo bronzeado e feliz já esta, pela centésima vez, anunciando ter encontrado o verdadeiro amor na orla da praia! Serio: o problema é comigo? Só eu que não sei jogar frescobol neste país? Só eu estou atordoada por tentar educar crianças honestas numa cultura que premia o oposto?
Enfim, e se me fosse ofertada a chance de não sofrer qualquer dor, aliviando os conflitos que a vida me trouxe, os amores que me largaram e deixaram magoas tatuadas n’ alma e conseqüente solução para o tal buraco que n’alma é feito? Antes de aceitar, hesitaria, como um Hamlet desajeitado? Caso seja através da lamina fria de um punhal o.k, mais se for para ficar anestesiada em meio ao coro dos contentes histéricos, jamais.
É preciso dor para ser feliz sem ser idiota.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
1979

''Dureza 1979, garotos legais nunca têm vez...
Num cabo elétrico bem em cima da rua, eu e você nos encontraremos...besouros ricocheteiam como pedras, com os faróis apontados pro amanhecer!
Estavamos certos de que nunca veríamos um fim pra aquilo tudo, e eu nem me importo de me livrar desse uniforme azul! E nós não sabemos onde nossos ossos descansarão!
Virarão pó, suponho. Esquecidos e absorvidos pela terra. Sacaneie os ociosos e entediados. Eles não tem certeza do que nós temos guardado a Cidade-Morfina cobrando taxas até ver! Que nem nos importamos, incansáveis que nós somos sentimos a influência na terra das milhares de culpas. E do cimento derramado, lamentado e autorizado. Nos faróis e cidades da Terra... mais rápido do que a velocidade do som!
Mais rápido do que pensávamos que iríamos... Coberto pelo som da esperança...''
sexta-feira, 13 de março de 2009
Vapor barato...

"Não consigo ver mais que isso: essa é a lembrança. Além dela, nós conversamos durante muito tempo na chuva, até que ela parasse, e quando ela parou, você foi embora. Além disso, não consigo lembrar mais nada, embora tente desesperadamente acrescentar mais um detalhe, mas sei perfeitamente quando uma lembrança começa a deixar de ser uma lembrança para se tornar uma imaginação. Talvez se eu contasse a alguém acrescentasse ou valorizasse algum detalhe, assim como quem escreve uma história e procura ser interessante - seria bonito dizer, por exemplo, que eu sequei lentamente seus cabelos. Ou que as ruas e as árvores ficaram novas, lavadas depois da chuva. Mas não direi nada a ninguém. E quando penso, não consigo pensar construidamente, acho que ninguém consegue. Mas nada disso tem nenhuma importância, o que eu queria te dizer é que chegando na janela, há pouco, vi a chuva caindo e, atrás da chuva, difusamente, uma roda-gigante. E que então pensei numas tardes em que você sempre vinha, e numa tarde em especial, não sei quanto tempo faz, e que depois de pensar nessa tarde e nessa chuva e nessa roda-gigante, uma frase ficou rodando nítida e quase dura no meu pensamento. Qualquer coisa assim: depois daquela nossa conversa - depois daquela nossa conversa na chuva, você nunca mais me procurou." (Caio F. Abreu)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Um bom dia para se voar(...)
Estava pensando hoje em relação ao que tinha conversado com a minha mãe noite passada sobre a questão da escola... Numa breve pausa entre um entusiasmo meu sobre a minha mãe voltar a estudar e fazer faculdade de enfermagem ela me disse... ‘’ você não sabe o quão a escola vai lhe fazer falta quando já estiver terminado tudo e com o diploma em baixo do braço... Vai perceber o que era bom e ter mais cede de conhecimento ‘’ Eu pensei e pensei e tirei a conclusão que estava certa em gênero, numero e grau; pois se quando estou de férias a saudade bate no meio da manhã... Com certeza irá fazer falta quando me der conta que não vais mais voltar. Engraçado que quando a gente tem a minha idade só pensam em trabalhar ter o próprio dinheiro - que é um sinônimo de independência. E o que mais desejam, eu já penso diferente... Imagina, tendo que trabalhar ter responsabilidades sérias e maduras, sem nenhum descanso. Fora que as pessoas são implacáveis e eu com esse meu ar de gente pequena... sei lá tenho um certo medo desse mundão afora. Esse ano eu fiz uma promessa a mim mesma, de ser feliz... totalmente! Eu sei que às vezes é muito difícil como o Pedro me disse – a gente acorda com vontade de ser feliz e dorme com vontade de se matar! Mais é o cotidiano ;~ Ano passado eu me esquivei do mundo e dos meus amigos por causa das minhas fobias, perdi tantos amigos tantos contatos... Hoje em dia me sinto sozinha e por isso meio fraca também... ninguém é completo sem amigos, por isso, eu vou tentar, alias, não, eu não vou repetir meu erro do ano passado. Eu tenho que enfrentar as fobias e o medo do futuro? Ah, o futuro quem faz somos nos. Pois então né... olla 2009
'' A vida é para quem topa qualquer parada. Não para quem pára em qualquer topada. '' Bob Marley
'' A vida é para quem topa qualquer parada. Não para quem pára em qualquer topada. '' Bob Marley
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
je n'ai pas peur
Sou o prato sujo em frente à TV, no domingo à tarde, quando você discute com seu pai que não vai pra faculdade! Todo mundo acredita, e até aplica a felicidade a todas as coisas que se possui e pra dizer a verdade, falando com toda sinceridade eu não sou diferente, gosto de comprar, de dinheiro...sou fútil até a ponta dos cabelos, odeio cheiro de cinzeiro, adoro vodka com sorvete mas isso é segredo. Foi do pó que veio meu desespero. Viciada em remédio pra dor de cabeça, aquele rosinha com gosto de morango...e estourar plástico bolha me tira o stress, aquele que o sexo nunca tira por completo. Me conhecer é um prazer, me entender é dádiva.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
''Gentileza gera gentileza ''
As pessoas andam estressadas, arrogantes e impacientes. No supermercado a madame sobe nas tamancas e faz um escândalo porque o caixa misturou as compras nas sacolas. No ônibus o passageiro, aos berros reclama, xinga e chama o trocador pra trocar sopapos e o cara que estaciona em frente à garagem acha que está certo em ser grosseiro e irônico com o porteiro que tenta liberar a área onde se pede "Não estacione"...todos surtados!Na rua, já não existe mais espaço para cortesia. Gentilezas são vistas com desconfiança ou indiferença. Pessoas gentis são vistas como pessoas fracas, pessoas "fortes" se assemelham a tratores desgorvenados atropelando quem cruza seu caminho. Uma pena. Espero que amanhã seja um dia melhor.
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- Carioca, escorpiana de 29.10.93, acredito em gnomos, espero disco-voadores para breve... sou lunatica demais. Gosto de contos, historias em quadrinhos e pocket-books. Não tenho muita coisa interessante para contar a não ser que meu gosto para ler e de escrever se mistura: são uma coisa só.